A gloriosa história atleticana foi construída por grandes craques. O primeiro grande artilheiro do Galo foi Zica Filho, que atuou no início da década de 20 (1921 a 1923). De 1927 a 1932, o Galo teve o famoso "Trio Maldito", formado por Said, Jairo e Mário de Castro. Juntos, eles balançaram as redes 467 vezes. O ex-centroavante Guará, que atuou de 1933 a 1941, foi Campeão dos Campeões é o quarto maior artilheiro do Clube, com 168 gols. Em 1933, o atacante Arthur Friedenreich, o ‘El Tigre’, também defendeu o Atlético.
Nas décadas de 1940, 1950 e 1960, defenderam o Galo nomes como Kafunga, Mão de Onça, Lucas Miranda, Murilo, Ramos, Mexicano, Zé do Monte, Afonso, Lauro, Carlyle, Nívio, Lero, Tomazinho, Vavá, Buião, Ubaldo, Marcial, Nilson, Roberto Mauro, Nicola, Mário de Souza, Haroldo, Paulo Valentim, Rezende e Lacy, entre outros.
Os heróis da equipe Campeã Brasileira em 1971 também entraram para a história do Clube: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos, Lola, Ronaldo, Dario, Romeu, Beto, Cincunegui, Spencer, Tião, Normandes, Zé Maria, Ângelo, Pedrilho, Guará, Salvador, Ismael, Bibi, Antenor, Danival, Careca, Lacy, Mussula, Raul Fernandes e Zolini.
Nas décadas de 1970 e 1980, o Galo apresentou ao futebol brasileiro e mundial grandes craques como Reinaldo, João Leite, Cerezo, Marcelo Oliveira, Getúlio, Alves, Paulo Isidoro, entre outros. Nesse período, também se destacaram Luisinho, Éder, Osmar Guarnelli, Oliveira, Batista, Jorge Valença, Paulo Roberto Prestes, Heleno, Elzo Palhinha, Nelinho, Éverton, Zenon, Nunes, Renato Morungava, Sérgio Araújo, Nunes, Paulo Isidoro e Edvaldo.
A partir da década de 1990, a Massa Atleticana acompanhou jogadores como Taffarel, Velloso, Beletti, Cléber, Dedê, Caçapa, Álvaro, Doriva, Moacir, Negrini, Jorginho, Cicinho, Mancine, Gallo, Lincoln, Valdir Benedito, Valdir Bigode, Renaldo, Euller, Robert, Valdo, Marques, Guilherme, Felipe, Kim, Gilberto Silva, Diego e Lima.
O Galo já teve diversos grandes jogadores. O maior artilheiro do clube é Reinaldo, com a incrível marca de 255 gols, seguido por Dario (211), Mário de Castro (195), Guará (168) e Lucas Miranda (152). O atleta que mais vezes defendeu o clube foi João Leite, com 684 jogos, à frente de Vanderlei Paiva (559), Luizinho (537), Vantuir, Paulo Roberto (507) e Kafunga (504).
O Atlético Mineiro também já foi comandado por treinadores de renome como Abel Braga, Barbatana, Carlos Alberto Parreira, Carlos Alberto Silva, Emerson Leão, Yustrich, Jair Pereira, Levir Culpi, Mussula, Procópio Cardoso, Ricardo Diéz, Rubens Minelli, Telê Santana (considerado um dos maiores treinadores da história do Brasil) e Vanderlei Luxemburgo, entre outros. Campeão Brasileiro em 1971, Telê foi o técnico que mais vezes dirigiu o Galo, com 434 partidas.
O maior craque do Galo foi Reinaldo,em que por 12 anos jogou no time. Reinaldo ficou consagrado por sua genialidade, seus dribles desconcertantes e sua vocação para o gol. Conseguiu levar o Atlético-MG a sete títulos mineiros em oito anos (1976, 78, 79, 80, 81, 82 e 83), sendo artilheiro do time e do campeonato inúmeras vezes. Em 1977, Reinaldo estabeleceu um recorde que só foi batido 20 anos depois: o de artilheiro do Campeonato Brasileiro com 28 gols em apenas 18 partidas disputadas. Pelo Atlético, o Rei - como era chamado pela massa atleticana - marcou 255 gols em 475 partidas.Reinaldo abandonou os campos em decorrência das contusões que o perseguiam, frutos da violência com que era marcado pelos adversários.
Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, Beixa Flor (Rio de Janeiro, 4 de março de 1946), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante. É o quinto maior artilheiro do futebol brasileiro com 926 gols. Perde apenas para Túlio Maravilha com 978 gols, Romário com 1006 gols ,Arthur Friedenreich, com 1239 gols, e Pelé, com 1284 gols.
Mário de Castro (Formiga, 30 de junho de 1905 — 29 de abril de 1998) foi um jogador brasileiro de futebol, e médico conceituado.
Ex-jogador do Clube Atlético Mineiro entre 1926 e 1931. Marcou três gols na sua primeira partida disputada como profissional do Atlético, numa goleda histórica por 6x3 contra o América-MG, principal adversário do Galo na época.
Mário de Castro marcou três gols em sua estréia no clube, contra o até então imbatível América, na vitória por 6x3, que daria ao Galo o título Mineiro de 1926.
Além de ser jogador, Mário exerceu a medicina em Formiga por 22 anos, prestando grandes serviços à população. Órfão de pai desde menino, foi criado com mais quatro irmãos por sua mãe viúva, dona Regina, mulher de grande personalidade. Convicta de que seu filho deveria seguir uma carreira sólida, proibiu Mário de jogar futebol. O amor pelo futebol e o telento evidente eram tão grandes que, enquanto concluía os estudos de medicina, ele jogava escondido, usando um nome falso (Oriam, seu próprio nome invertido), para que sua mãe não descobrisse a falseta, ouvindo as partidas pelo rádio.
Ficou no Atlético até 1931 e manteve o cetro de maior artilheiro da história do clube até 1974, quando foi superado por Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha.
"Mário de Castro nunca chutava uma bola fora", recordaria o atleticano José Secondino Dos Santos décadas e décadas depois de ter visto o artilheiro em campo. "Ou o goalkeeper defendia, ou ela entrava. Nunca ia fora." A precisão do tiro era apenas um dos detalhes do talento daquele gênio. "Ele dava um chute forte e a bola pegava um efeito tão impressionante que voltava para seus pés", recorda Fileto de Oliveira Sobrinho, que jogou no Atlético em 1923 e 1924. "Os outros tentavam fazer igual, mas ninguém conseguia."
Guaracy Januzzi, ou Guará, (Piranga, 3 de dezembro de 1914 — Belo Horizonte, 16 de novembro de 1978) foi um futebolista brasileiro. Nasceu em Conceição do Turvo, distrito de Piranga, filho do italiano Miguel Jannuzzi e da espanhola Rosa Gracia Ottero Jannuzzi. Foi casado com Amélia Januzzi, com quem teve cinco filhos: Vera Januzzi, Luiz Carlos Januzzi, Rosina Januzzi, Déa Januzzi e Kátia Januzzi.
Guará começou sua carreira como jogador no Aimorés, de Ubá. Em 23 de setembro de 1933 se transferiu para o Clube Atlético Mineiro. Seu apelido era Guara, sem acento, mas assim quem chegou a Belo Horizonte a imprensa mineira acentuou sem querer o nome daquele que seria um dos quatro maiores artilheiros de todos os tempos: Guará. O apelido Perigo Louro surgiu daquele jovem franzino, cujos passes e dribles mágicos iam invariavelmente parar nas redes. Ele fez 168 gols pelo Clube Atlético Mineiro, marca até hoje só ultrapassada por Reinaldo, Dadá Maravilha e Mário de Castro. Aos 24 anos, Guará já era o jogador mais bem pago do futebol mineiro: 18 contos de luvas e 800 mil réis por mês.
Lucas Miranda nasceu em 10 de setembro de 1921 na cidade de Curitiba, Paraná. Foi um jogador de futebol nas décadas de 40 e 50. Jogou apenas por um clube, o Atlético Mineiro.
Atacante, foi 15 vezes campeão pelo Atlético Mineiro, incluindo três títulos como técnico do juvenil e depois como treinador do time profissional. Autor de 23 gols contra o Cruzeiro, também foi o vice-artilheiro da vitoriosa excursão à Europa em 1950, com 7 tentos em 10 partidas. Disciplinado, recebeu o Troféu Belfort Duarte como prêmio por não ser expulso durante dez anos.
Jogos pelo Atlético: 179
Gols: 152
Títulos: Campeão Mineiro (1946, 1949, 1950, 1952, 1953)
João Leite da Silva Neto, mais conhecido como João Leite (Belo Horizonte, 13 de outubro de 1955) é um ex-jogador de futebol brasileiro que teve destaque no Atlético Mineiro nas décadas de 70 e 80.
Jogador que mais vezes vestiu a camisa do Atlético, João Leite também é recordista em matérias de títulos no Atlético. Em 17 anos no Galo, atuou em 684 partidas e conquistou 11 Campeonatos Mineiros e uma Copa Conmenbol, em 1992.
Formado nas categorias de base do Atlético, João Leite assumiu a camisa 1 em 1977 para substituir Ortiz, machucado, e se tornou um dos destaques do time que acabou sendo vice-campeão brasileiro invicto. Defendeu dois pênaltis na final contra o São Paulo, o que não impediu o título dos paulistas.
Suas principais características embaixo das traves era a tranqüilidade e ótima colocação. Foi um dos precursores do movimento “Atletas de Cristo” e costumava entregar bíblias aos adversários antes dos jogos e por isso ganhou o apelido de “Goleiro de Deus”.













